"O mais alto valor de uma nação vibra n'alma do soldado"
Aprendi esse verso numa noite difícil.
Depois do décimo dia sem voltar para casa, o aluno 10 e meus dezenove camaradas conhecemos aquilo que pensávamos ser nossos limites. Não era.
Sobre ela, mais não digo, porque Inácio mesmo não havia lá.
Naquela noite difícil, entretanto, vivemos esse "mais alto valor de uma nação", que vibra n'alma do soldado.
O que é um soldado? É uma parte de um coletivo, alguém que mais ignora do que sabe, cujos atributos individualizantes mais aparentes são suas limitações.
Qual é o mais alto valor de uma nação?
Aquele que o indivíduo não conhece senão quando se esquece, que a inteligência não apreende senão quando ignora tudo aquilo que percebe.
O soldado vê o inimigo, sente medo e dor, mas, mesmo diante das conjunturas mais assustadoras, reforça sua crença naquilo que não vê e não sente: a vitória.
Não é a manutenção do seu conforto e nem mesmo a proteção de sua vida, mas é a vitória do ideal que o faz lutar, respondendo ao clamor do dever enunciado por aqueles que deixou para trás.
O mais alto valor de uma nação é aquele que te faz dar a vida por aqueles que você não conhece, com uma força que não é sua.
O mais alto valor de uma nação é aquele que, assim como a sabedoria, resiste aos soberbos.
É aquele que surge não nas salas de aula, mas em madrugadas frias; não nas considerações racionais, mas no esgotamento de toda a razoabilidade. Ele não se expressa por considerações prudentes, mas por gritos do coração.
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