Céu: dispensa devir. O melhor infinito é aquele de um instante. Um corte transversal na tecitura da percepção, bordando tudo num único agora. Ato puro inenarrável!
Inferno: esperar visitas que não vêm. Repetir-se sem limites. Tatear o chão de um quarto escuro, sem quarto e sem escuro, perturbado pelo badalo de um relógio que não há e não para.
A morte é uma misericórdia. Tortura é manter vivo sem deixar viver.
Pegue seu pedaço de Céu e guarde num potinho, para que caiba no seu coraçãozinho. Deixe marinar no marasmo de vida morna e, quando precisar, abra o potinho. É a caixa de Pandora!
Se mate e você pode esperar a ressurreição num corpo glorioso. Segure a vida com todas as suas forças para ver se ela não escorre pelas mãos. Assim diz o Senhor.
Feliz aquele que pode desprezar o mundo.
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