sábado, 28 de setembro de 2024

Pensamentos pré-show-do-Gustavo-Lima em Parauapebas-PA

    Se desconsiderarmos pais e avós, é certo que eu, com minhas duas travessias do Atlântico e muitas perambulações pelo que chamamos Brasil, já viajei muito mais que todos os meus ancestrais juntos. Já fitei mais faces do que todos meus ancestrais juntos. Sem sombra de dúvida, já li mais do que todos eles, ouvi mais histórias e vi aquilo que eles nunca sequer seriam capazes de imaginar.

    E tendo já conhecido muita gente, impressiona como, apesar de tudo, de tudo aquilo que consideramos tudo, as histórias humanas seguem sempre as mesmas estruturas, seja no alto escalão de governo, seja nas ruas vazias do interior. Em qualquer lugar, encontro os mesmos caracteres, os mesmos problemas.

    Desde o ano passado que concebo que as vozes que nos falam através de microfones e os pensamentos que nos chegam pelos livros não são de pessoas especiais, mas apenas de pessoas que poderiam fazer parte de uma multidão qualquer, mas que, por qualquer motivo, foram parar em palcos, púlpitos e universidades.

    Não gosto de multidões. Nisso, acabo por tomar parte numa multidão de inconformados.

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