“A beleza salvará o mundo” Fiódor Dostoiévski
Parte importante da retórica católica-conservadora é reclamar para seu grupo imaginário o monopólio do refinamento artístico que, contraposto à (falta de) “cultura” hodierna, servem de prova inconteste tanto da veracidade profunda da cosmovisão católica de antanho e da absurdez de tudo que não seja isso.
Afinal de contas, “pelos frutos os conhecereis” Mt 7, 16. Nada mais natural que o mal seja feio e faça coisas feias e o bem seja belo e faça coisas bonitas!
“Os católicos esculpiram em pedra a Notre Dame de Paris, enquanto que os protestantes têm igrejas de garagem com cadeira de plástico e os ateus constroem esses quadrados de concreto horríveis e chamam de arte…”
A cosmovisão de Bach é contraposta à da Anitta como se só houvesse isso no mundo: ou a ordem católica tradicional ou a desordem completa.
Essas quatro fotos são de templos construídos dentro de culturas que a doutrina católica não permite senão chamar de, no mínimo, profundamente iludidas, separadas da graça de Deus.
Se quisermos ser mais coerentes com os ensinamentos teológicos tradicionais, o certo é chamá-los de local de adoração do demônio, construídos por pessoas que passarão a eternidade sofrendo dores horríveis, fruto de uma vida depravada e ímpia.
No entanto…
não são belos?
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