silente noite escandalosa
que a irrequieta alma irriga
com o néctar de malsã prosa
rompendo n’alma toda liga
ó una noite que és minha
companheira de dia em dia
a não deixar n’alma sem sombra
qualquer gota de alegria
o herói que outrora em Ti vivia,
já sem orto, Senhor, jaz morto
a indelével agonia
de ver o reto agora torto
torto, mas sincero, sem elo
a cadeia rompida está
livre, solto, um corpo singelo
ignorância do que virá
barqueiro, me leve, ou Sol
que venhas com Hélio ligeiro
acabe com o drama e as personas
derretam ante o Verdadeiro
terça-feira, 13 de agosto de 2024
Silente Noite Escandalosa
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