A gente sabe bem como é: basta abrir o instagram e, depois de um tempo
vendo postagens de quem escolhemos seguir, começaremos a ver aquilo que o
algoritmo julga que é de nosso interesse. São dicas e propostas as mais
diversas, mas todas elas tem algo em comum: nós nunca quisemos vê-las.
Isso
é um problema gigantesco [em certa medida, o mesmo da escola, mas isso é
conversa pra outro dia]. Condena mesmo informações boas e úteis ao
esquecimento, já que elas nos aparecem em momentos inadequados. Se não
usamos, esquecemos. Oras, eu preciso de uma dica de alongamento depois
de me exercitar, não enquanto estou vendo o celular no ônibus. Quem pode
dizer que já se lembrou de algo que viu no reels quando surgiu a
oportunidade? E o pior é que não há mecanismo de busca para esses vídeos
curtos, ou seja, é bem difícil encontrar um específico depois. Servem
para nos distrair e não mais.
Também a
abundância de informações dificulta a sua retenção: não há tempo para
mastigar, digerir e absorver, isto é, considerar, praticar e aprender.
Não é segredo para ninguém que a longo prazo, por mais "úteis" que
possam ser os vídeos, 40 minutos de TikTok não valem 20 minutos de
Youtube, muito menos 15 de leitura.
Por último, a
abundância de ofertas atrasa o progresso, na medida em que é mais
difícil me concentrar em trilhar o caminho que escolhi quando há
centenas de outras pessoas tentando, a todo instante, me vender suas
ideias. Não, não quero investir em cripto, viajar para Dubai, fazer uma
torta vegana, abrir uma importadora, passar no concurso da PF, escrever
uma copy e nem aprender sueco em 100 dias.
Deixe-nos em paz, Instagram.
sábado, 15 de abril de 2023
Unasked Advice
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