sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Construção (de um ex-aluno)

Suspirou ao perceber que não era único

Que passaria como os outros pelo mesmo pórtico

Saindo como eles para um grande sábado

Sem aula, formatura, sem nenhuma Física

Entregues ao mundo sem nenhuma bússola

Que a boina garança e a canção do Exército

Esvanecer-se-iam como algo excêntrico

Relegados ao passado, a uma memória

Nunca mais haveria de gritar uníssono

O brado escolar como se fosse lógico

E pôde perceber que tudo era efêmero

Que era uma fantasia o castelo áureo

Acabado estava então o espetáculo

E derramou, assim, sua primeira lágrima

 

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