A ideia principal é que, quando se conta uma história cujo fim já é conhecido e glorioso, tende-se a ignorar a tensão que permeou toda a vida da pessoa, como se, desde o começo, o destino dela fosse óbvio.
Mas não é o caso: aquela vida que lemos foi o resultado de milhões de escolhas e, a cada uma, um possível ponto de inflexão. A perseverança no bom caminho a cada escolha custou angústias que não sobreviveram ao tempo e, por isso, fica fácil pensar que não existiram.
Também tem o fator de que qualquer biografia, por motivos óbvios de limitação física, mais esconde do que mostra. A maior parte dos dias não era digna de ser registrada, mas era de dias assim que a vida da pessoa se constituiu.
Narrar a vida de alguém só em linhas gerais não é verossímil, uma vez que, por todos os momentos até o da morte da pessoa, não havia dois pontos para determinar uma reta.
Faz sentido?
sexta-feira, 9 de junho de 2023
Biografias falam a verdade?
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