quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Alocução por ocasião da colação de grau da Turma Tenente Ary Rauen

 

    Senhor general Paulo Sérgio, Comandante de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército,
    Major Álvares, Comandante da Companhia de Comando e Controle,
    Capitão Leal, Subcomandante, em nome dos quais cumprimento os demais militares, oficiais e praças, aqui presentes,
    Senhores familiares e amigos e, finalmente, meus prezados irmãos de farda:


    O dia de hoje marca o fim de um longo processo, que se estendeu por dez longos meses: a nossa formação enquanto oficiais da reserva. Todos os senhores, instrutores e familiares, estiveram conosco nesse processo: viram o candidato se transformar em aluno e o aluno, em aspirante do glorioso exército de Caxias. Os familiares, especialmente, assistiram de longe, às vezes com dor no coração, essa rotina de sair de madrugada de casa e voltar tarde da noite, mesmo em finais de semana, cheios de tarefas a cumprir. Foram os senhores que ouviram, em primeira mão, muitas das nossas dificuldades e conquistas ao longo do curso e aos senhores deixamos a nossa mais profunda gratidão. Mas há outro motivo pelo qual não preciso detalhar todas as histórias do ano que passou: cada um de vocês, amigos e familiares, ainda vai ouvi-las muitas vezes. São histórias para a vida inteira: mesmo daqui dez, vinte, cinquenta anos, elas ainda serão contadas e recontadas cada vez que esses camaradas se encontrarem.


    Queria falar, então, sobre o futuro. Não é segredo que nós, a partir de nossa formatura, no momento em que assumirmos o solene compromisso de aspirantes a oficial, teremos uma grande responsabilidade. Mesmo que a formatura do próximo sábado seja, para muitos, o último momento como militar da ativa, ela não é só o fim de algo. Ela é, com muito mais razão, o começo de uma nova etapa das nossas vidas. Um juramento em que cada um prometerá “dedicar-se inteiramente ao serviço da Pátria” e defender sua “honra, integridade e instituições com o sacrifício da própria vida” não é qualquer coisa. Essas palavras e a responsabilidade que elas implicam não são algo para, passado algum tempo, caírem no esquecimento. 


    A Pátria brasileira em breve vai colocar sobre nossos ombros uma estrela e nos confiar uma responsabilidade maior do que podemos imaginar: na tropa, seremos os responsáveis por dezenas, centenas de homens; na vida civil, seremos eternos representantes dos valores do Exército Brasileiro. É uma responsabilidade muito grande e, se é desafiadora mesmo para aqueles oficiais formados ao longo de cinco anos, na Academia Militar das Agulhas Negras, quanto mais para nós, com nossos dez meses de curso. O que fazer, então? Aprendemos, neste ano, a não recuar, mas enfrentar de cabeça erguida qualquer desafio. Não devemos esquecer as palavras do juramento que faremos, mas sim, continuando firmes no dever enquanto aspirantes R2, onde quer que estejamos, buscar cumprir com cada letra dele.


    Desprezar a missão a que somos chamados seria desperdiçar valiosos recursos, não só do Exército enquanto instituição, mas também desperdiçar o esforço do capitão Ueini, capitão Faria, tenente Magri, subtenente Gomes, do sargentos Caio César, Vallim, Jean Carlos e Cruaia, e de todos os cabos e soldados que contribuíram para nossa formação. Seria desperdiçar o sacrifício, financeiro e emocional que nossos familiares fizeram, para nossa criação e educação, para que hoje pudéssemos estar aqui. Mas não só isso: desprezar a responsabilidade de um aspirante a oficial, que será para toda a nossa vida, seria desperdiçar todo o sangue, suor e lágrimas que derramamos no NPOR da Cia C2, a pioneira da proteção cibernética tática.


    Futuros aspirantes, meus camaradas: o Brasil confia em nós. Cada um dos militares e civis aqui presentes confia em nós.  Não podemos decepcioná-los. E, com a graça de Deus e o nosso esforço, jamais iremos. 


    Se agirmos guiados pelos valores que aqui aprendemos, conseguiremos finalmente a vitória que, há dez meses, cantávamos a plenos pulmões, aquela “vitória final, que é a mira do meu fuzil, a ração do meu bornal, a água do meu cantil, as asas do meu ideal, a glória do meu Brasil”. 


Teremos servido à Pátria.


Futuros aspirantes da turma de 2023:  Brasil!

A. M. D. G.


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