sábado, 19 de fevereiro de 2022

Aos da Ínvia Mata

Olha para dentro: sente vertigem

Abra teu coração: fixa o olhar

Sente a imundície, cheira a fuligem

Do fogo que um dia deixaste queimar

 

Vagaste tanto em busca de um lar

Mas foste tanto pra longe da origem!

Desfigurando-te pra te encaixar

Corrompendo teu cór, antes virgem

 

Ainda é possível: volta para casa

Há Quem te espere com tanto carinho!

Que quer te guardar debaixo da asa

 

Para que nunca mais fiques sozinho

E se essa ideia te faz como brasa

Venha e veja e te alegra: há caminho

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