quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Admirável Mundo Novo

Ninguém é capaz, ninguém é capaz

De fazer por um algo a mais

Todos iguais, todos iguais

Buscando o aqui e o agora,

sem adiante ou atrás


Quando foi que nos tornamos

A finalidade de nossas vidas?

Não é melhor morrer pelo outro

Do que acabar como suicidas?


Pra onde foram as crenças

Em algo maior que nós?

Acaso seria a finalidade humana

Algo tão bruto e atroz?


Hoje, cada um é o seu começo,

O seu meio e o seu fim

Ao ego se resume meu apreço

Me afasto do outro, me aproximo de mim


A plenitude da vida humana

Não está no nosso umbigo

E tampouco, como pensam,

Repousa no jazigo


Doar-se, sacrificar, lutar

Alegrar-se pelo outro, amar-lhe

Vender-se, "viver", "aproveitar"

Alegrar-se por mim, amar-me


Querem voltar às origens?

Pois então, que voltemos

Morramos pela nossa tribo

Pelas nossas raízes lutemos


Lute! não por si, não pelo seu

Cumpra! o que disse, o que prometeu

Às armas, soldado!

Traga-nos o que nos foi tirado!


Se assim continuar,

Viveremos pra algo que morrerá conosco

Eu não sei vocês,

Mas não quero esse fim tosco

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