Não sou nenhum filósofo, e, definitivamente, tampouco sou escritor. Contudo, comecei este blog para que pudesse tornar-me ao menos sincero; pois, segundo o que penso, ser sincero não é somente expressar o que se sente, mas sim falar o que se crê ser a verdade. De um homem que afirma ser sincero, mas é incapaz de descrever com uma exatidão e responsabilidade razoáveis o que tem por verdade, poderia-se com razão duvidar da sinceridade: ele, de fato, não conhece o que crê e, conforme ele mesmo descobrirá rapidamente, essa obnubilação mental faz com que facilmente se veja professando com os lábios aquilo que não crê com o coração. Diante daqueles a quem penso estar expondo estes textos, vejo-me compelido a ter, por consideração a sua dignidade e tempo precioso, uma clareza que geralmente negaria a mim mesmo, para malogro meu. Escrever publicamente é, neste sentido, terapêutico: ajuda a precisar quais são as ideias que embasam muitas de minhas ações e, no mínimo, me força a ser coerente com elas. Desse modo, percebo mais rapidamente suas consequências nefastas ou benignas e me afasto, queira Deus, daquelas más que podem me ter seduzido. Com razão, muitas ideias há que basta serem vocalizadas para que percam completamente a credibilidade, mediante o testemunho indubitável do senso comum interior.
Com isso em mente, decerto encontrarás aqui, meu caro leitor, reflexões ainda imaturas por todos os lados. Como não poderia ser diferente, cada linha do que escrevo aqui é fruto de uma mente ainda jovem, para o bem e para o mal, cujas ideias ainda não passaram pelo aprofundamento e enraizamento que se dá com a passagem dos anos às vezes com o preço do endurecimento do coração. Meu desejo de compartilhar pensamentos seria em grande parte frustrado se não pudesse contar com a sua participação aqui, corrigindo-me, complementado-me, questionando-me, e, em tudo isso, me compelindo a uma cada vez mais crescente honestidade. Acredito firmemente que todos nós nos beneficiaríamos com isso, porque estaremos como que nos estimulando ao crescimento mútuo, do mesmo modo que é necessário bater no pão para que este cresça. Assinando meu nome embaixo de todos estes textos, que, embora me pareçam suficientemente bons, provavelmente não o são, estou dando minha cara à tapa: por piedade, não tenha piedade. Bata. Posso contar com você?

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